Manuela Melo* – Psicóloga – Canção Nova
(26.03.2010
– 6ª.feira, às 9,53 hrs.)
Formações
Como vai a sua autoestima?
Identifique suas qualidades, não só seus limites
Cada um de nós possui representações
mentais internas das pessoas mais importantes em nossa vida, inclusive de nós
mesmos. A autorepresentação, ou autoimagem, pode ser coerente ou distorcida.
Além disso, nós trazemos uma imagem mental do que gostaríamos de ser ou do que
pensamos que deveríamos ser; é o ideal de ego. A autoestima é o resultado da
correspondência entre a nossa autoimagem e o nosso ideal de ego. Quanto
mais achamos que estamos próximos do jeito que gostaríamos de ser, tanto mais
teremos a autoestima equilibrada; de forma contrária, quanto mais estivermos
frustrados com os nossos próprios objetivos e aspirações, tanto mais a nossa
autoestima estará baixa.
A nossa autoimagem exerce uma grande influência em nossa vida, em nosso
desempenho profissional e em nosso relacionamento interpessoal. O que pensamos
a nosso respeito, a nossa autoimagem ou senso de autovalorização, influencia
cada parte de nossa vida.
Aqueles que têm um bom e saudável senso de autovalorização se sentem
importantes, acreditam que têm valor e irradiam esperança, alegria e confiança.
Ao contrário, uma autoimagem inadequada nos tira a energia e o poder de
atenção, necessários para bem nos relacionarmos com os outros; e um bom
relacionamento interpessoal é fundamental em tudo o que fazemos. Nosso senso de
inadequação nos impossibilita amar e dar atenção aos outros, pois nos leva a
nos sentir rejeitados e incompreendidos; temos medo do que possam pensar de
nós, não nos sentimos bem em grupos e não nos aceitamos como somos.
Ter uma autoimagem inadequada faz com que nos preocupemos com as opiniões,
elogios ou críticas dos outros, como fatores determinantes para a nossa vida.
Um senso de autovalorização muito baixo nos torna escravos da opinião dos
outros e nos impede de sermos nós mesmos.
Por isso, quero convidar você para fazer um exercício neste momento e olhar
para a sua imagem mental: O que você vê em si mesmo? Você está satisfeito com o
que vê? Qual a visão que você tem de si mesmo quando se compara com outras
pessoas?
Anote cinco pontos fortes e cinco fracos que você observa em si mesmo.
Em qual lista que você levou mais tempo para fazer as anotações? Na dos pontos
fortes ou dos fracos?
Precisamos aprender a nos ver como Deus nos vê, a descobrir quem somos, a
assumir o nosso valor, que vem do fato de sermos imagem e semelhança de Deus,
filhos de Deus, filhos amados de Deus.
São Paulo, na sua Carta aos Romanos (Rom 12,3), nos ensina: “Pela graça que me
foi dada, recomendo a cada um de vós: ninguém faça de si uma ideia muito
elevada, mas tenha de si uma justa estima, de acordo com o bom senso e conforme
a medida da fé que Deus deu a cada um”.
A nossa autoestima precisa ser equilibrada: nem alta, nem baixa, para que
saibamos lidar com os nossos limites e fracassos, e para que tenhamos
relacionamentos sadios e uma autoimagem correta, sem depreciações nem elevações.
Por isso, uma autoestima equilibrada é fundamental para todos nós, filhos de
Deus, para que possamos evangelizar, para que sejamos alegres e felizes em toda
e qualquer circunstância.
O que fazer então para termos uma autoestima e uma autoimagem positiva e
equilibrada?
Comece trabalhando a sua autovalorização, dando-se conta de que você é uma
pessoa criada por Deus, imagem e semelhança de Deus, com limites e com
qualidades. Você precisa entender que o seu valor não está no que você faz
ou tem, está em você, no seu ser pessoa, com tudo o que você é, seu
temperamento, seus dons e talentos.
Procure identificar quais são as suas qualidades e não só os seus limites.
Aprender a lidar com os nossos limites, entender que ninguém é perfeito, que
todos nós temos limitações e qualidades, é fundamental para uma autoestima e
uma autoimagem equilibrada. Aprenda a não se cobrar tanto, e a não cobrar do
outro também. Aprenda a se aceitar como você é. Nesse processo, aprender com as
experiências vividas, com os erros e fracassos é fundamental. De tudo o que
vivemos, precisamos tirar um lado positivo, uma aprendizagem, assim, nada passa
em vão, tudo tem o seu devido proveito.
Atividades físicas, fazer coisas simples no seu cotidiano que você gosta, ter
um tempinho para cuidar de si mesmo, do seu corpo e de sua saúde, também
favorecem a autoestima.
Concluindo: para se ter uma autoestima equilibrada o mais importante é termos
uma correta autovalorização, sabendo lidar com os nossos limites e fracassos.
Como há um bom caminho pela frente a seguir, para trabalharmos em nós mesmos,
coloquemo-nos a caminho. O colocar-se a caminho já é uma atitude que faz
crescer a autoestima e, aos poucos, dia após dia, num processo que, às vezes, é
lento, mas que precisa ser contínuo, vamos atingindo a justa estima de nós
mesmos.
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Manuela Melo
psicologia@cancaonova.com
Missionária da Comunidade Canção Nova, formada em Psicologia, com especialização
em Logoterapia e MBA em Gestão de Recursos Humanos.(sp.sp.,26.03.2010)
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Reflexão de Antoni BigCuore**:
A auto imagem positiva, coerente, com o
ego ideal, depende muito do contexto sócio-cultural que na fase de criança e
juventude
uma pessoa vivenciou. Toda influência do meio exterior, contexto familiar e
social, são super importantes na determinação de uma AUTOESTIMA REALISTA E
VENCEDORA.
Portanto, encarar a vida e a própria carreira profissional
com otimismo realista, é uma forma bem concreta de se construir uma boa
autoestima.
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(**Antoni BigCuore is writer, Singer and
composer in São Paulo,Brazil. Acess his BLOG BEM VIVER – http://antonibigcuore.blogspot.com
na his link: www.recantodasletras.com.br/autores/antonibigcuore